segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Just a quick fix to rest my mind of all this shit
Cada pessoa que eu amo que se vai leva um pedaço de mim.
E deixa um rombo.
Quando eu menos espero, mais um se vai.
Por vontade própria ou levado pela morte.
Não quero me acostumar a isso.
Não quero temer me relacionar por ter medo de que a pessoa parta.
Não quero me relacionar superficialmente.
Não quero não esperar nada do mundo ou das pessoas, quando eles têm tanto a dar.
Quero amar de novo.
Quero não mais matar novos amores sufocados no nascimento.
Quero não temer novos amigos e nem me afastar dos que já tenho.
Quero alternativas.
"I just need a taste of something sweet, something that stains my teeth." ("Honestly", Young Lights)
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Reconstituição aproximada (e comentada) de um diálogo:
– Não precisa dizer nada, mas eu só queria falar com alguém que hoje estou muito triste. (Realmente ele não precisava dizer nada)
– Então fale sobre isso. (Como se fosse fácil, pensei)
– Eu não tenho ninguém com quem falar. (Estou falando com você, poxa! – pensei novamente)
– Então escreva sobre isso. (O mesmo conselho de tempos atrás, dado por outros. Seria melhor se ele realmente não tivesse dito nada, se colocasse só um emoticon tristinho, se fizesse um dos seus comentários perspicazes para me distrair e mudar de assunto ou um daqueles comentários loucos e sem nexo que se parecem com os meus. Seria mesmo melhor? Nunca foi sobre aconselhar, mas somente sobre ouvir. Era um desabafo)
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Nem escrever eu consigo.
Não é que eu não tenha o que falar.
Eu não tenho é a coragem para botar tudo isso pra fora.
Dói.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Sem título
Hoje foi mais um daqueles dias estranhos.
Coisas que não consigo nem escrever.
Coisas que se sentem. E só.
Coisas que as palavras não traduzem.
Contive as lágrimas. Tá certo, algumas duas saltaram sem a minha permissão, mas ninguém percebeu a vermelhidão do nariz e o batalhão líquido que viria depois pelos meus olhos foi estancado com sucesso. Mas o jorro interior não é possível estancar. Esse jorra vermelho. Jorra frenética e alucinadamente.
Não precisa de amor pra ter saudade. Creio que não tenho mais nada daquele, mas esta, ah! esta, está me afogando e inundando de sensações que não consigo descrever. Sei sentir. E só. E sinto. Muito.
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